sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Flutua comigo


Eram já três da manhã, o corpo dele estava tenso, afundava-se a cada instante, era necessária uma pessoa munida de alguma robustez para o auxiliar, mas só estava lá ela, que pouco devia à força. Contudo, sempre fora uma combatente e não iria certamente deixá-lo desaparecer. Atirou-se à água e tentou puxá-lo, porém algo anómalo estava a acontecer, ele ao invés de se deixar salvar tentava afogar-se.
Após infindáveis tentativas de salvamento, o corpo dela ficou à tona, deixando o jovem estático. E, subitamente, começaram a esvoaçar camélias por cima deles, acabando por assentar sobre o corpo dela, fazendo-a despertar. Ele surpreendido pediu-lhe perdão e ela apenas disse: - De hoje em diante não remes mais contra a maré, flutua comigo.

8 comentários:

maria teresa disse...

Prosa poética com uma mensagem muito terna e certeira, quando o amor une duas pessoas elas devem saber flutuar ou remar na vida numa conjugação de esforços.
Abracinho

PauloMitchell disse...

Gostei :)

Há.dias.assim disse...

é o segredo!

Há.dias.assim disse...

Rita,
o segredo é sabermos flutuarmos um com o outro em vez de remarmos contra a maré...

Ana Cláudia disse...

obrigada pelo conselho querida <3

# Lau disse...

Adorei este *.*
Sim, se ele nao me assombrar outra vez :s

A Magia do Silêncio disse...

Continua com esses teus textos sentimentais... profundos... silenciosos do teu intímo.

Do que li gostei!

**

Célia disse...

Por momentos senti-me assim, como se estivesse a puxar alguém que se queria afundar nas suas escolhas, que agora não consegue sair delas mesmo que a minha força se multiplique...

Continuo a gostar dos teus textos.
Não pares :)

um beijinho

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