quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Equilíbrio


Ao longe avisto a minha casa, apresso-me a procurar as chaves e em instantes já me encontro a abrir a porta.
Entro e chamo por ti, mas nada rompe o gélido silêncio que paira no ar.
Dirijo-me para o quarto e não ligo as luzes, opto simplesmente por acender as velas.
Aos poucos o ar transforma-se uma miscelânea de fragrâncias e eu desejo ansiosamente que um desses aromas seja o teu. Surpreendentemente, todos eles me levam até ti. Talvez porque estás, cada vez mais, marcadamente em mim.
Deito-me e adormeço envolta em memórias, que me relembram os dias em que me deste todo o teu equilíbrio, arriscando cair.
Na leviandade dos sonhos, tenho a percepção de que são actos heróicos, o que fazes por mim.
E momentos depois, o sono é inesperadamente interrompido com o soar da campainha que me acorda abruptamente. Corro para a porta, abro-a e ali estás tu com o teu sorriso meigo, pronto para uma vez mais me harmonizar.
Abraço-te e sinto que nunca me vais deixar cair, assim como eu jamais deixarei de te amar.
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